O Brasil no redemoinho do realismo fantástico, fotografias falando com o personagem,,,É por ai a nova versão do livro originalmente publicado em 1973 e agora relançado pela  Editora Batel. Já leu? Vai surpreender-se. Ainda não leu? Vai se surpreender também com o Brasil focado de um ângulo imprevisto.

 

 

 

Do jeito que o Brasil está quem sabe uma bruxa dá um jeito! Se não der, pelo menos você vai se divertir com a leitura de AS TRANÇAS DO PODER, quarto romance de Tarcisio  Lage.

Sebastião Salgado classificou o livro de "...maravilhoso e efervecente romance que nos cativa da primeira à última página, nos impondo uma leitura sem trégua."

Se você não encontrar o livro na livraria da sua cidade, consulte     Amazon.com.brGoogle play, Editora Batel. No Rio o livro está na Travessa e, em BH. na livraria Ouvidor . 

Artigo

A MAÇÃ ESTÁ PODRE

Tarcisio Lage

06/08/2019 

      Sem perder o ânimo da luta, sem dar trégua às cordas vocais, é preciso mais do que nunca, nesta face de recuo histórico, tomar consciência de que o inimigo é mais poderoso, mais maquiavélico do que imaginamos. Enquanto o presidente abre a boca só para dizer besteira, seus ministros menores tomam decisões idiotas, risíveis, escalafobéticas, os dois que realmente mexem os pauzinhos, Guedes e Moro, vão em frente com as contrarreformas que levam o Brasil para o bueiro do neoliberalismo e de um novo fascismo que se vislumbra. Dão um passo atrás, como se calçados com botas de sete léguas.
       Este 6 de agosto foi um dia catastrófico para a imensa maioria do povo brasileiro com a aprovação da contrarreforma da previdência por uma maioria que não deixa dúvidas: 370 x 124. A grande maioria dos deputados comungando com o que há de mais escroto no capitalismo moderno, acolhendo o filhote da Escola de Chicago, que até fez estágio no Chile de Pinochet: Paulo Guedes.
       É possível – aliás, podemos ter certeza – que a maioria dos parlamentares nem sabia no que estava votando. Algo assim como a votação do impeachment de Dilma, quer dizer, do golpe contra a presidenta.
Águas passadas, alguém pode dizer.  O que mais importa agora, e dói, é constatar que a derrota nas urnas foi maior, mais perversa do que simplesmente eleger um falastrão que vegetou por tanto tempo no baixo clero da Câmara. Foi o fim de uma experiência socialdemocrata um pouquinho mais avançada no Brasil que sempre gostou de ser amamentado por líderes com jeito de pais do povo.
       Essa (contra) reforma da previdência, que se concretiza no meio da  boçalidade geral que representa o verniz externo do governo, é o centro para onde convergem os interesses de todos os inimigos de classe da grande massa: o capital financeiro no comando da locomotiva, o setor agrário cioso de manter seu quinhão, os prestadores do setor de serviços, enfim, essa gente que ocupa o topo da pirâmide onde estão os mais ricos. Hoje, praticamente sequer existe o contrapeso que representavam os sindicatos de classe, num mundo em que estivadores e grande parte do operariado é paulatinamente substituída por robôs enquanto os camponeses e os trabalhadores rurais assistem famintos o festival de colhedeiras nas planícies de Mato Grosso.
       Realmente triste essa contrarreforma aprovada com tanta maioria por uma Câmara recém-eleita por um eleitorado que se deixou enganar pelo discurso primário da ultradireita bolsonarista.   
       Triste nos ver xingando as baboseiras primárias de uma Dalmares conversando com Jesus debaixo da goiabeira ao mesmo tempo que descuidamos de um Sérgio Moro que vai construindo um Estado Policial com conceitos jurídicos da época do chanceler que levou a humanidade ao maior banho de sangue registrado pela História. Felizmente, no caso do vendilhão de Curitiba, o Intercepter e o Glenn Greenwald nos deram a oportunidade de gritar contra o inimigo certo, de encher as páginas do face com as falcatruas jurídica do sujeito que condenou um ex-presidente sem provas e, tudo indica, em troca do posto de Ministro da Justiça.
       No entanto, quase não se ouve falar de Paulo Guedes, o verdadeiro arquiteto do regime que está sendo implantado no Brasil. Burro ele não é. É desonesto, política e intelectualmente desonesto, perfeitamente consciente que um mundo futuro de pleno emprego não é visto no futuro, que é uma insensatez uma reforma que obriga sexagenários trabalha quando falta e vai faltar mais postos de trabalho para os jovens. A reforma só serve para uma coisa e todos estamos cansados de saber: não mexer na grana dos mais ricos. Não achatar o topo da pirâmide dos nababos do Brasil e do planeta.  

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